sexta-feira, 18 de junho de 2010

Stress.


No meu curso de psicossomática dessa semana o tema desenvolvido foi sobre o STRESS. Alguém nunca ouviu falar (ou até mesmo disse) que estava estressado? Hoje em dia cada vez mais esse termo é utilizado, seja estresse físico e/ou mental.


Lá no curso vi que tem dois tipos de stresse: o eu/stress (equílibrio) e o dis/tress (separação, quebra).

O primeiro é um stress "natural", onde as tensões são desfeitas, em situações como antes de alguma prova, cirurgia, competição, mas que após realizada a ação o corpo retorna ao estado normal. Nesse caso a homeostasia acontece, equilibrando o corpo, sem deixar resquícios. Um exemplo é na antiguidade, onde o homem da caverna também passava pelo estado de stress. Ele tinha que sair à caça/fuga; seu corpo sofria diversas reações como dor na barriga, seus olhos saltavam, seus pêlos se erguiam, seu ritmo cardíaco aumentava... e terminada a caça/fuga ele voltava ao seu estado "normal".

E hoje em dia? O stress é criado no trabalho, no trânsito, nos relacionamentos, mas e a homeostasia? Muitas reações são criadas no nosso corpo, mas o problema é que as tensões se acumulam, não são dissolvidas como no caso anterior. Esse caso é o distress, onde as reações permanecem, trazendo assim dores, insônia, problemas no trato digestório, mau humor, entre muitas outras.

A maioria das as pessoas trabalham a maior parte do tempo sentadas ( provavelmente numa má postura) usando a "cabeça" para executar sua devida função. E o corpo permanece parado, muito tempo na mesma posição! E isso não é bom... Corpo foi feito pra se movimentar, não em excesso, é claro.
Hoje em dia é fundamental a prática de alguma atividade, seja ela puramente física ou psicofísica, para que o corpo entre em equilíbrio com a mente. Fugir das tensões, cobranças e rotina do dia-a-dia não é possível, certo? Por isso nós precisamos encontrar alguma atividade onde conseguimos relaxar, desfazer de todo o stress criado durante o dia.
Existem inúmeras atividades onde o corpo é estimulado, fazendo com que a mente também receba as informações, afinal de contas um está em sintonia com o outro.
Escolher alguma atividade onde movimente o corpo e que seja prazeroso é o ideal! Yoga, pilates, alongamento, corrida, ginástica, dança, natação, hidro, musculação, circo..... Tanta coisa pra fazer!!!
Não é justo exigir tanto do corpo e da mente e não fazer algo pra repor todo o desgaste, certo?
Corpo e mente agradecem, podem ter certeza!!!!
Beijo Beijo.

Namastê.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Olhar por fora.

Ontem ouvi algo de uma aluna que poderia muito bem alimentar meu ego. Mas não... Ela disse que ela queria ser como eu! Pela facilidade de executar alguns ásanas. Doida né? rs E só eu sei a facilidade....
Lembro que, no início do meu trabalho com Yoga (profissional) eu pensava: "Ai queria tanto sair numa revista de Yoga...". Até saí mas e daí????? O que isso representa??? NADA.
Olhar o ásana por fora é muito estético e foge totalmente da proposta do Yoga, que se pratica de dentro pra fora, onde seu corpo e MENTE estão juntos no ásana. Como o Osnir diz: "Ásana é postura interna". Olhando por fora é possível ver se a mente está presente?
Qualquer ginasta, capoeirista ou circense terá facilidade em fazer as posturas.. Mas será que ele estará conectado? Ou sua mente está em outro lugar, sem consciência da respiração, apenas fazendo com o seu corpo físico??? Pois eh...
Deus nos fez como deveríamos ser, com nossas facilidades e, principalmente dificuldades. É possível encontrar o equílíbrio sem o autoconhecimento???
Ásanas é apenas uma das oito partes do caminho do Yoga!
As posturas psicofísicas devem ser feitas com devoção e muita dedicação. Não é fácil! Dói, incomoda... Deixe o racional de lado, junto com o controle e a cobrança. Observe sim suas facilidades e tente aceitar as dificuldades, buscando melhorar a cada prática. A dor e o sofrimento fazem parte... Olhe para ele e encare o de frente! Busque a força interna que só você pode ter acesso.... E muita prática!

Namastê!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Prece

Bom quem me conhece sabe que adooooro mensagens!
Então... lá vai mais uma!
Beijocas.

"QUE A MINHA PRECE SEJA, NÃO PARA SER PROTEGIDO DOS PERIGOS, MAS PARA NÃO TER MEDO DE ENFRENTÁ-LOS.

QUE A MINHA PRECE SEJA, NÃO PARA ACALMAR A DOR, MAS PARA QUE O CORAÇÃO A CONQUISTE.

PERMITA QUE NA BATALHA DA VIDA NÃO PROCURE ALIADOS, MAS AS MINHAS PRÓPRIAS FORÇAS.

PERMITA QUE NÃO IMPLORE NO MEU MEDO ANSIOSO POR SER SALVO, MAS QUE AGUARDE A PACIÊNCIA PARA CONQUISTAR A MINHA LIBERDADE".

Rabindranath Tagore
(poeta indiano}

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Mensagem




" Grande parte das civilizações primitivas costumava enterrar seus mortos na posição fetal. "Ele está nascendo para uma outra vida, de modo que vamos colocá-lo na mesma posição que estava quando veio para este mundo", comentavam.

Para estas civilizações - em constante contato com o milagre da transformação -, a morte era apenas uma passo no longo caminho do universo.

Aos poucos, o mundo foi perdendo a suave visão da morte. Mas não importa o que pensamos, o que fazemos, ou em que acreditamos: vamos todos morrer um dia.

É melhor fazer como os velhos índios iaqui: usar a morte como conselheira. Perguntar sempre: "Já que vou morrer, o que devo fazer agora?"

domingo, 2 de maio de 2010

ViVa a ViDa





Final de semana tive a visita importante da minha mãe. Costumo chamá-la de mãe preferida, coró ou mamis... Forma estranha, ao mesmo tempo carinhosa!

Quando minha mãe vem pra sampa ela gosta de ir ao cinema e ao teatro; então resolvi levá- la para ver um dos filmes mais lindos que já vi: Hanami-cerejeiras em flor.
Eu já tinha assistido ano passado, em dezembro, mas achei que merecia ir de novo com ela.. Esse filme merece!

Lindo, lindo, lindo! Minha mãe achou triste; eu já achei bonito e, principalmente realista.

Eu chorei de novo... as lágrimas não paravam de sair. E quando acabou o filme muitos ficaram anestesiados na poltrona sem conseguir se mover... Fora a música!

Quem não viu por favor veja!!! Claro que no cinema é muito melhor, mas o filme está saindo de cartaz.
Li uma postagem do meu amigo Sidnei que tem tudo a ver com o filme. Posso colar??? Lá vai...


...'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.



Quando se vê, já são seis horas!



Quando se vê, já é sexta-feira...



Quando se vê, já terminou o ano...



Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.



Quando se vê, já passaram-se 50 anos!



Agora é tarde demais para ser reprovado.



Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.



Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.



Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'




Mário Quintana
Não precisa falar mais nada não é?
Beijo grande!


sexta-feira, 30 de abril de 2010

Tirando os sapatos

Ontem eu ia "tomar café" com uma aluna/amiga, mas ela teve um problema de saúde e precisou desmarcar. Ai pensei... o que vou fazer depois da minha aula?? Estava "disposta", a fim de fazer algo! Ahh cinema né? rs Fui até o Reserva tentar chegar à tempo do filme "Tudo pode dar certo", do Woody Allen, mas não consegui.. Daí fui para a livraria Cultura, no Conjunto Nacional.

Bom percebi uma muvuquinha no lugar, como repórteres, fãs.. estreia de um livro não sei de quem... só sei que era modelo, bonitona e tal. Segui em busca de algum livro; já tinha em mente algum da Thrity Umrigar (que gosto muito), mas acabei fuçando outras coisas... básico, na área de religião, auto-ajuda.

Vi alguns livros diferentes, de yoga, mas me interessei por um novo do Nilton Bonder, o mesmo autor da "A alma imoral". Vi a peça e partes do livro na própria livraria meses atrás.. Adoreiii! Até tenho um frase dele no meu orkut.

Dois livros na mão.. Bia decide a vida!!! Já está lendo outros dois!!! Ok.. só um! rs Escolhi pelo livro do Nilton, chamado "Tirando os sapatos".

O autor foi convidado a participar, com representantes de outros países e religiões, de uma pelegrinaçao no Oriente Médio, organizada pelo Departamento da Universidade de Harvard. O intuito dessa viagem foi percorrer o caminho de Abraão, com uma visão do judaísmo, cristianismo e islamismo.

Li algumas páginas e já estou encantada! Pelo jeito vai ser uma leitura rápida, com uma troca muito boa. Quero escrever algo do livro, que achei muito interessante:



"Quando, no deserto, Moisés viu a sarça ardente que não se consumia, ele se aproximou e ouviu:

"Tira os sapatos de teus pés, porque o lugar em que tu estás é terra santa".

Milênios depois, explicava o Rabino de Apta em sua obra Oeiv Israel:

O que é retirar o sapato? O sapato representa o que está amoldado a nosso pé, é a forma que acompanha nosso feitio, nossos calos.

Deus diz ao ser humano como disse à Moisés:

- Descalça teus sapatos, retira de ti o habitual que te envolve e reconhecerás que o lugar onde estás nesse momento é sagrado. Porque não há lugar ou momento que não seja sagrado".

O autor explica a relação ambígua entre o calçado e o caminhante, entre o fundamento e a essência ou entre a sola e o solo.
Tudo vem em forma de representação: o sapato, nesse caso, representa a proteção indispensável entre o ser e o seu meio. O calçado nos protege da sola, mas para que cada passo seja confortável ao pé e para que ele não se despegue é preciso que o corpo do sapato vá se ajustando à nossa forma.
O solo representa o pavimento da vida e ele não se ajusta à nossa pisada. Muitas vezes, é preciso tirar o sapato e tocar o chão com a planta do pé. Entramos em contato com uma superfície irregular e desconfortável que pode até nos ferir. Mas esta será uma experiência de libertação e expansão. SENTIR O CHÃO É REENCONTRAR A VIDA.
Precisamos de sapato para caminhar, mas é do solo que vem a base e o alicerce.
Essa é a ideia principal do livro. Achei muito interessante e recomendo essa leitura.
Sou daquelas que gosta de "mensagem". Tenho uma amigo que conversa comigo sobre teatro e filmes e, quando ele indica algo, sempre pergunto: "Tem alguma mensagem"? Ele, sendo muito racional, fica p da vida comigo... rs.

Bom final de semana!!!

Namaste _/\_

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Relação corpomente


Estou lendo um livro muito interessante, indicado por uma aluna que é professora de Psicologia da PUC. O nome do livro é CORPOMENTE.

A prática de Yoga tem como objetivo unir corpo e mente, buscar essa conexão que parece ser fácil, mas quem pratica sabe que não é.. Se a mente não estiver presente facilmente perdemos o equilíbrio na postura.
Quem nunca usou o termo: "Estava lá de corpo-presente..."??? Pois é, estar com o corpo e mente conectados é uma prática difícil, já que gastamos muita energia com o passado e/ou com o futuro.
Estou no início do livro; li uma parte que achei muito interessante e quero dividir com vocês. O escritor fala sobre como as emoções e experiências influem na formação e estrutura dos nossos músculos e tecidos.
Já perceberam alguma diferença entre sua perna direita e esquerda? Ou seu braço direito é igual ao esquerdo? Observem.. a diferença é nítida e, podem ter certeza que essas assimetrias falam muito de você. Faz parte do autoconhecimento, da conexão observar o seu corpo e, principalmente, estar com a mente conectada.
Segue abaixo um trecho do livro:

"Não sou suave, pois nem sempre minha vida foi suave. Não sou perfeitamente equilibrado, pois meus sentimentos nem sempre são equilibrados. Não sou simétrico, pois meus atos não são simétricos. Minha força muscular não está distribuída com igualdade no meu corpo, da mesma forma que meus interesses não estão proporcionalmente repartidos em minha vida. De certo modo, meu corpo é como o corpo da terra, a qual, com suas montanhas, vales, leitos de rios e topografia desigual conta a estória da sua história e criação com a mesma veracidade com a qual meu corpo expressa as tentativas e as mudanças criativas que experementei realizar ao longo de minha vida. Todo aspecto do meu corpo reflete um aspecto distinto do meu self, o qual, atingindo em carne, defronta com as paixões e com os desafios nos quais estou continuamente envolvido".


Não é interessante? Tem sentido! E como tem...

As pessoas nascem com um determinado corpo e podem ter certeza que todos nós temos limitações físicas. Faz parte do processo essas limitações, as dificuldades e os medos. Isso é que nos faz evoluir, aprender com cada prática e postura. Como diz o conhecido provérbio: "Nem tudo o que a gente pode a gente quer; e nem tudo o que a gente quer a gente pode". Isso acontece numa prática e na vida!

Não façam ásana apenas com o corpo físico, como ginástica. Observem os lados, as diferenças, as dificuldades; percebem sempre como o corpo e a mente reagem com cada postura.

Façam o seu melhor, tenha disciplina, mas sem cobranças.. "Eu tenho que fazer a postura". Não "tem que" nada!!! Se fizer ok, se não conseguir ok também... Desde que estejam conectados, no PRESENTE é o que importa!
Pratiquem Yoga 24 horas por dia, 7 vezes na semana, 365 dias do ano...


Boa semana!!!

Namastê _/\_