segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Recomeçar

Alunos e amigos, peço desculpas e venho novamente escrever. Agora com mais frequência, prometo!

Sim, a postura acima  impressiona mas a mensagem é muito mais interessante neste post.

A tradução diz o seguinte (corrijam se necessário): "NUNCA É MUITO TARDE, NUNCA É MUITO RUIM E NADA É TÃO VELHO OU TÃO DOENTE PRA COMEÇAR DO ZERO OUTRA VEZ"

Deu pra entender??? rs Confesso que meu inglês é bem ruim, quem puder me ajudar numa melhor tradução eu agradeço.

Nenhuma explicação mais refinada é necessário para essa frase; vale para tudo e todos.

As vezes a gente se apega ou se limita; se apega ao trabalho, ao apartamento, às pessoas, pior ainda...às coisas. Nos limitamos em aprender, aperfeiçoar e se aventurar no novo, no que nos tira da casinha e da zona de conforto. Talvez por medo do desconhecido, insegurança, apego e comodismo. Talvez por falta de interesse mesmo, "tá bom assim".

Outro dia ouvi uma amiga dizer que voltou a estudar e que foi a melhor coisa que ela fez. Não foi fácil deixar a filha em casa, trabalhar de dia e ir ao colégio à noite, mas que aquilo estava fazendo muito  bem à ela. As aulas noturnas lhe trouxe conhecimento, novos amigos e muita motivação. Que maravilha!!!

Quando eu era criança queria muito fazer ballet, mas por uma besteira não fiz e confesso que carrego (carreguei) esse trauma até hoje. Sem contar na vergonha de dançar! Quem me conhece sabe... Surgiu uma oportunidade de dançar no grupo Cosmos, um grupo horizontal do Budismo. Volto dos ensaios tão alegre, animada e, claro, motivada. Fico dançando sozinha em casa, sem plateias por enquanto, ok???? Hahaha  Que delícia vivenciar uma atividade diferente, nova, que nunca tinha feito antes!

Pelas minhas experiências percebi que o ser humamo precisa de motivação, aprender e experimentar algo novo e diferente, conhecer pessoas, lugares, ter aquele frio na barriga ou aquela ansiedade "boa" antes de iniciar algo pela primeira vez. Ou melhor, ter o frio na barriga e aquela ansiedade "boa" para RECOMEÇAR algo, afinal... cadê o fim???? Basta vontade e coragem. O mundo é gigantesco e está prontinho para nos deliciarmos com ele. Vamos?

Namastê /\


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Dia do Professor

Aproveito o Dia dos Professores para parabenizar todos os profs por essa profissão que escolhemos com muito amor. Digo sempre, não só ensinamos, como também aprendemos com cada aluno que é um ser humano único e cheio de vida.

Aproveito também, para agradecer todas as pessoas que passaram por mim. OBRIGADA! Tenham certeza que aprendi com cada um de vocês e isso eu levo para toda a minha vida.
 Ensinar não é algo fácil como alguns podem pensar, ainda mais se falando em "corpo", onde criamos um estímulo, a mente e corpo reage conforme a genética e história de cada um.

 Li uma vez que o corpo é nosso grande mestre e concordo plenamente com essa afirmação. Muitas vezes alguma lesão ou doença nos faz simplemente parar, impossibilitando de fazer qualquer coisa. Ah esse "mestre" que nos dizer algo, não? Talvez algum sinal já tenha sido dado antes, porém não foi absorvido. Corpo e mente unidos nos traz equilíbrio, presença e saúde, basta apenas estarem conectados, juntinhos.

 Vocês não sabem da minha alegria ao ver um aluno  conseguir executar uma postura, melhorar o alongamento ou até mesmo conseguir meditar por mais tempo. Isso, tenham certeza, é uma baita evolução!! O corpo agradece mas, tenham certeza, o estado interno, a mente mais ainda..

Agradeço sempre e que eu tenha muita saúde para continuar nesse caminho que tanto me satisfaz; que os alunos possam ter ganhos para a vida toda e sejam mais felizes.

Beijo grande e abraço apertado.

Como sempre.... NAMASTÊ /\

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Parto é um parto?

Quanta informação precisei processar durante a gestação! Confesso que não foi fácil; as vezes me sentia forte, outras vezes me sentia impontente, sem saber pra quem recorrer pra me dar força. O que fiz foi entregar a uma Força Maior.
 Logo percebi que os hormônios borbulhavam e senti as mudanças na mente, com muita informação, preocupações, ansiedades e no corpo, como enjôo, indisposição e sono. Claro, cada um é cada um e reage de forma diferente às essas mudanças.
Resumindo, tive afastamento  devido a um descolamente e fiquei de repouso por toda gestação. O resultado de um exame importante chamado TCN deu alteração e indicou que o bebê poderia ter alguma síndrome, como o Down. Refiz o exame numa clínica particular e deu o mesmo resultado!
 Meu companheiro me tranquilizou, decidimos não fazer a amniocentese que comprovaria a síndrome,  pois  isso não alteraria a vinda do nosso filho.
 Mais uma vez entreguei... meu coração estava tranquilo. Vitor seria bem recebido, com muito amor e carinho, independente de qualquer coisa!
Sempre fui a favor do parto normal e me preparei pra isso: Yoga, hidroginástica, vídeos e muita leitura.
Chegou a 40ª semana e nada do Vitor querer nascer. Pelo USG, ele estava grande e pesado, cerca de 4kg! Quem me conhece sabe que sou pequena e se assustava ao ver minha barriga. Muita gente achava que eu estava grávida de gêmeos! Hehe
Minha intuição começou a me incomodar... Para minha segurança e do Vitor, eu e o Juninho achamos melhor marcar uma cesárea.O médico sabia da minha opção e não influenciou na nossa decisão.
Ufa, o parto foi tranquilo! Fiz muita respiração antes e durante o parto. Vitor nasceu com 51 cm e 3.840 Kg. Ele era um bebezão, cabeludo e fominha.
Agradeci tanto quando chegamos em casa... Eu me emocionei muito ao vê-lo bem, com saúde e trazendo tanta alegria.
Hoje me sinto transbordando de amor e feliz da vida. Tanta coisa achava importante... Agora sei que o realmente importa.
Love U
Namastê /\

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ah quanto tempo não escrevo aqui...

Agora volto e num momento especial, onde o Yoga se encontra muito mais presente. Presente mesmo, onde o "agora" é o que importa,  sem se queixar do que passou e agradecer por tudo que aprendi e vivi até então. O futuro se torna meio distante, sem saber o que vai acontecer, de fato, mais pra frente.

 Estou grávida! Hoje exatamente  de 8 semanas e 1 dia! A contagem começa desde a data da última menstruação. Os hormônios estão à tona, mudanças no meu corpo físico, metal, emocional... E como muda.. mas estou bem.

Sempre quis ser mãe e mentalizei uma gestação com hábitos saudáveis, como alimentação, prática de Yoga e outras atividades que auxiliam na gravidez. Bem, nem sempre as coisas acontecem do jeito que a gente quer. Agora estou num ritmo mas tranquilo de trabalho, com apetite e sono variado, onde o corpo fala mais alto, impedindo que eu faça muita coisa. Planos eu tive, mas estou vendo que, na prática, é bem diferente.

Parto é algo que sempre quis natural ou normal, mas agora espero chegar o momento para ver o que vai acontecer. Até porque está tão longe... e não depende só de mim. Seguirei recomendações  para ter normal, mas vou esperar chegar o mês de março de 2013 pra ver o que acontece.

E dá-lhe Yoga.. seja nas posturas, respiração, meditação... e principalmente, viver o momento presente.

Namastê /\










domingo, 25 de março de 2012

Paciência


Esse texto foi extraído de uma revista que ganhei de um amigo. Interessante, lembrei de muitos amigos para quem pensei em enviar.

"Esta é a história de um menino muito nervoso e que sempre perdia a paciência. Seu pai, vendo a constante falta de paciência do filho, deu-lhe um saco de pregos e disse-lhe que, a cada vez que perdesse a paciência, ele deveria colocar um prego atrás da porta.
No primeiro dia, o menino martelou trinta e sete pregos atrás da porta. Passaram-se semanas e à medida que ele aprendia a controlar seu gênio, pregava menos pregos atrás da porta.
Com o tempo descobriu, que era mais fácil controlar seu gênio, do que bater pregos atrás da porta.
Chegou o dia que pôde controlar-se durante todo o dia. Depois de contar ao seu pai, este lhe sugeriu que retirasse um prego a cada dia que conseguise controlar sua paciência.
Os dias foram passando e o jovem pôde, finalmente, anunciar ao pai, que não havia mais pregos atrás da porta. Seu pai pegou-o pela mão, levou-o até a porta e disse:
- Meu filho, percebo que você tem trabalhado duro, mas veja todos estes buracos na porta: nunca mais ela será a mesma. Cada vez que você perder a paciência, deixará cicatrizes, exatamente como estas que você está vendo aqui. Poderá insultar alguém e retirar o insulto. Mas, dependendo da maneira como fala, poderá ser devastador e a cicatriz ficará para sempre. Uma ofensa verbal pode ser tão daninha como uma ofensa física".


A paciência é a prova mais importante que podemos passar aqui na Terra.

Com ela, nosso sofrimento torna-se pequeno.

E, quando menos se espera, ele se vai.

Por pior que possa ser o seu momento, ele passa.

Com a paciência, ele voa...





Namastê /\

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Fazer ásana pra quê?

Numa aula de Yoga, basicamente, executamos ásanas ou posturas psicofísicas. Isso mesmo, psico + físico, a ordem é essa, mente primeiro e depois corpo. Mentalize o que vai fazer e depois coloque em prática. Ou acordamos e seguimos sem pensar no que vai fazer? Não saímos pela rua sem rumo, sem saber pra onde ir.. no ásana é exatamente a mesma coisa, mas a diferença está na consciência na execução; não entramos no automático (o objetivo é não deixar entrar nesse estado), como pode acontecer na funções do dia a dia: estar num lugar, executar uma ação e pensar em outra, ao mesmo tempo, onde o corpo está num lugar e mente em outro.
Os ásanas exigem do corpo e este serve como instrumento, caminho e meio para se autoobservar, autoconhecer, em busca do equílibrio, da visão ampla de como se encontra naquele momento, o seu estado interior para fazer tal postura indicada pelo instrutor (esse, muitas vezes, odiado pelos alunos.. rs).
Existem muita posturas e, cada vez mais, é importante criar um momento e situação nova, para estar conectado, em união. Fazer o praticante pensar, usar a inteligência pra entrar na situação, na postura. E a prática dos ásanas é uma ferramenta que auxilia nesse processo!
Numa das minhas conversas com um querido amigo e professor de Yoga, sobre uma matéria que saiu numa revista sobre lesões nas aulas de Yoga, falamos a respeito dos ásanas mirabolantes e de extrema dificuldade. Simmm, como professores, encaramos diversas posturas difíceis, às vezes conquistada, mas outras vezes não. E tudo bem! Mas será mesmo necessário??? Talvez sim, para criar essa "nova situação", mas por em risco seu corpo de se machucar não faz sentido. Até porque o yama ahimsa (não violência) vem antes de qualquer ásana.
O importante é ver o ásana com seu princiapal objetivo e, a partir disso, temos um leque de opções para obter os benefícios da postura. Por exemplo o urdhva dhanurásana (arco, ponte). Podemos sim fazer no chão, sem uso de prop, mas podemos também fazer na cadeira ou na kuruntha. O objetivo também será conquistado, com maior tempo de permanência para absorver os benefícios da postura, mas sem esforço exagerado, sem ir além dos seus limites. Passar pelo processo da postura principal sem qualquer auxílio é importente, mas com consciência e respeito. Se a mente estiver junto com o corpo.. é o que importa.
E vamos praticar!
Namastê
/\




quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Mudanças!



Eu me encontro agora em Vitória (ES), onde vim fazer companhia e passear com um amigo que veio morar aqui. Ele é engenheiro e passou num concurso público na cidade capixaba.
A gente se conhece há quase 20 anos e um conhece um pouco do outro; participamos das principais fases da vida como vestibular, perdas da família, viagens de férias, pescarias, churrascos e mais churrascos..
Fico feliz em estar num momento como esse; fico feliz em ver uma conquista dele, sem auxílio nem influência de ninguém. Fiquei mais feliz ainda em ouvi-lo dizer que se entregou para o universo e deixou as coisas fluirem, sem controlar, sem se apegar nem criar expectativas.
As pessoas, muitas vezes, sabem que algo/alguém não tem "futuro" e insiste... insiste mais, sofre... Pra quê? Que tanta ânsia em controlar tudo? Não seria melhor se entregar e deixar as coisas fluirem naturalmente? Sem cobrar de ninguém, sem exigir mais que o outro pode oferecer, sem acordar e exigir que faça chuva ou sol. As estações do ano mudam de três em três meses; melhor, o sol nasce e se põe todo dia. E o ser humano ainda que controlar sentimentos, o tempo, as pessoas... Que loucura!
Fiquei muito orgulhosa do meu amigo e sei que é difícil chegar nesse estado. Sei também que ele sempre quis morar na praia, não estudou pra esse concurso e veio tranquilo, sem expectativas da cidade, do novo emprego, das pessoas que deixou e vai encontrar.
Sorte e muita luz nessa nova fase.
E vamos entrar em conexão com nós mesmos, com nossa essência, com o Todo, com o Universo no qual fazemos parte...
/\

sábado, 2 de julho de 2011

Cicatrizes




Alguém nunca se machucou? Quebrou o braço, torceu o tornozelo, inflamou algum tendão?


Percebi que todos nós passamos por alguma lesão, seja ela inflamação, torção ou acidentes mais graves. O corpo pára, impede que façamos as atividades normais... fora a dor que sentimos! Isso falando a nível físico, mas o que esse ferimento nos causa na psique?






Olhar o ser humano como unidade não é nenhuma novidade; por isso precisamos olhar a lesão não como algo puramente físico, mas também emocional. Parece que ela vem "do nada", mas.. com o tempo percebemos que não foi bem assim. Temos que aproveitar para refletir e se observar como um todo.





Quando, em algum ásana, a parte do corpo lesionada é solicitada, antes mesmo de executar a postura a pessoa já diz: "AI" ou " ACHO QUE NÃO VOU CONSEGUIR", antes mesmo de tentar! E depois que o movimento é feito, percebe que não doeu...





O medo, a fraqueza e a insegurança que se cria é muito grande; é um processo perder o medo e ganhar confiança novamente. Lembrem, tudo isso não só falando do corpo físico, mas emocional.





A consciência em exigir novamente a parte machucada se torna maior e o praticante se vê numa situação de encarar de frente a fragilidade e ultrapassar a dificuldade, o obstáculo e a dor.





Importante é termos consciência que, assim como criamos, temos a possibilidade de descriar, desfazer. São processos diferentes, mas possíveis. A lesão vem "inconscientemente", mas a cura deve ser consciente, para que caminhamos pra frente, olhar como aprendizado e aprender com a situação.



Cair, errar, machucar é natural da vida.. E que isso não nos limite e impessa de viver intensamente cada momente, com cada pessoa.





Namastê /\





sexta-feira, 25 de março de 2011

Evento de Meditação e Autoconhecimento


Convido todos à participarem do evento organizado por mim, mas com a presença do Monge Shankar.
Primeiro de muitos..

Aguardo vocês!

Namastê _/\_

terça-feira, 15 de março de 2011

Estado Interno


Durante uma prática de Yoga, independente do estilo ou postura, o importante é o estado interno:
YOGA CITTA VRITTI NIRODHAH (Yoga é o fim das perturbações da mente)
A intenção é manter o corpo e a mente conectados com o presente, independente do que acontece "fora": qualquer som, voz, barulho, etc, não influencia no seu estado interior.
Se a prática é composta de surya namaskar, sirsasana, pachmotanasana ou savasana, a mente deve se manter focada, no que está fazendo, sem perturbações.
O importante é observar a respiração e controlá-la; claro que algumas posturas mais difíceis podem alterar o ritmo respiratório, mas não perca o foco, concentre e execute a posição.
Não faça as posturas para alimentar o ego (mente), mas para adquirir consciência.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Bem e Mal


Como uma coisa atrai a outra... Quando estamos em conexão com o Universo temos certeza que nada acontece por acaso; há um sincronia de tudo à nossa volta.

Recebi um email de uma aluna que tem relação com algumas leituras feitas ultimamente como Nietzsche, Chopra, e Gita. Bom pra refletir e começar a semana!


"Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas. Ele disse:

- Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós.

Um é mau: é a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego.

O outro é bom: é alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.

O neto pensou nessa batalha e perguntou ao avô:

- Qual lobo vence?

E o velho índio respondeu:

-Aquele que você alimenta".


_/\_

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Relações



A vida é feita de relações.. com a minha família, amigos, colegas de trabalho, frequentadores de lugares comuns, colegas de cursos, viagens.. enfim, tanta gente que passa na nossa vida! Algumas pedemos optar em fazer parte da nossa história e outras não... Algumas de fácil convivência, e outras nem tanto.



Dizer que os relacionamentos são fáceis... Hummm. Criamos tantas expectativas nas pessoas, como se elas fossem responsáveis pelo nossa felicidade.



Eu acredito que nada acontece por acaso e ninguém passa na nossa vida sem deixam marcas e, principalmente, algum aprendizado. Uso muito a palavra TROCA, já que precisamos trocar algo, ter algo pra acrescentar na vida do outro, caso contrário a relaçao não se desenvolve.



Quantas pessoas já passaram na nossa vida... Algumas permaneceram, outras não... Algumas fazem falta, outras não... Acrescentaram algo? Acredito que sim...



"Amar o próximo como a ti mesmo"..
Namastê _/\_









segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

DiFErenÇAS







Nas minhas aulas procuro transmitir algo para os alunos, além de ajustar o corpo, pra não se machucar e absorver os benefícios da postura.


Falo sempre que faz parte "pedir mais", exigindo assim que o praticante encontre o equilíbrio numa postura nova, nunca feito antes, com o intuito de se equilibrar fora da sala, numa situação que REALMENTE exija o equilíbrio.


A presença e a consciência do quê e como estão fazendo determinada postura e se estão controlando da respiração para estar conectado é, também, uma das minhas exigências. (Existem aqueles que me acham brava, e digo sempre:"Exigente!" rs)


Pergunta básica: "Existe alguma diferença entre os lados? Fazer o Vrikshasana com a perna direita é igual à esquerda? E o alongamento do isquiotibial da direita está mais fácil do que da perna esquerda? Observem... Quem faz minhas aulas está cansado de ouvir isso.


Além de observar, estar atento no que estão fazendo, é fundamental ACEITAR e RESPEITAR essas diferenças. Se, no nosso próprio corpo existem diferenças, por que não aceitar e respeitar as diferenças nos outros???
Precisamos "enxergar" e, é claro, tentar melhorar, sempre.

Faz parte o convívio com outras pessoas, seja em casa, no trabalho, amigos.. não tem como fugir disso. As pessoas, muitas vezes, querem que o outro seja como a gente é, ou do jeito que quer que seja. As poucos vamos nos ajeitando e isso não é nada fácil.


Com esse texto espero que reflitam sobre isso e tenham consciência que, numa prática de yoga, não fazemos só posturas físicas, mas também adquirimos um conhecimento de si e do universo no qual fazemos parte.


Namastê _/\_

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Stress.


No meu curso de psicossomática dessa semana o tema desenvolvido foi sobre o STRESS. Alguém nunca ouviu falar (ou até mesmo disse) que estava estressado? Hoje em dia cada vez mais esse termo é utilizado, seja estresse físico e/ou mental.


Lá no curso vi que tem dois tipos de stresse: o eu/stress (equílibrio) e o dis/tress (separação, quebra).

O primeiro é um stress "natural", onde as tensões são desfeitas, em situações como antes de alguma prova, cirurgia, competição, mas que após realizada a ação o corpo retorna ao estado normal. Nesse caso a homeostasia acontece, equilibrando o corpo, sem deixar resquícios. Um exemplo é na antiguidade, onde o homem da caverna também passava pelo estado de stress. Ele tinha que sair à caça/fuga; seu corpo sofria diversas reações como dor na barriga, seus olhos saltavam, seus pêlos se erguiam, seu ritmo cardíaco aumentava... e terminada a caça/fuga ele voltava ao seu estado "normal".

E hoje em dia? O stress é criado no trabalho, no trânsito, nos relacionamentos, mas e a homeostasia? Muitas reações são criadas no nosso corpo, mas o problema é que as tensões se acumulam, não são dissolvidas como no caso anterior. Esse caso é o distress, onde as reações permanecem, trazendo assim dores, insônia, problemas no trato digestório, mau humor, entre muitas outras.

A maioria das as pessoas trabalham a maior parte do tempo sentadas ( provavelmente numa má postura) usando a "cabeça" para executar sua devida função. E o corpo permanece parado, muito tempo na mesma posição! E isso não é bom... Corpo foi feito pra se movimentar, não em excesso, é claro.
Hoje em dia é fundamental a prática de alguma atividade, seja ela puramente física ou psicofísica, para que o corpo entre em equilíbrio com a mente. Fugir das tensões, cobranças e rotina do dia-a-dia não é possível, certo? Por isso nós precisamos encontrar alguma atividade onde conseguimos relaxar, desfazer de todo o stress criado durante o dia.
Existem inúmeras atividades onde o corpo é estimulado, fazendo com que a mente também receba as informações, afinal de contas um está em sintonia com o outro.
Escolher alguma atividade onde movimente o corpo e que seja prazeroso é o ideal! Yoga, pilates, alongamento, corrida, ginástica, dança, natação, hidro, musculação, circo..... Tanta coisa pra fazer!!!
Não é justo exigir tanto do corpo e da mente e não fazer algo pra repor todo o desgaste, certo?
Corpo e mente agradecem, podem ter certeza!!!!
Beijo Beijo.

Namastê.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Olhar por fora.

Ontem ouvi algo de uma aluna que poderia muito bem alimentar meu ego. Mas não... Ela disse que ela queria ser como eu! Pela facilidade de executar alguns ásanas. Doida né? rs E só eu sei a facilidade....
Lembro que, no início do meu trabalho com Yoga (profissional) eu pensava: "Ai queria tanto sair numa revista de Yoga...". Até saí mas e daí????? O que isso representa??? NADA.
Olhar o ásana por fora é muito estético e foge totalmente da proposta do Yoga, que se pratica de dentro pra fora, onde seu corpo e MENTE estão juntos no ásana. Como o Osnir diz: "Ásana é postura interna". Olhando por fora é possível ver se a mente está presente?
Qualquer ginasta, capoeirista ou circense terá facilidade em fazer as posturas.. Mas será que ele estará conectado? Ou sua mente está em outro lugar, sem consciência da respiração, apenas fazendo com o seu corpo físico??? Pois eh...
Deus nos fez como deveríamos ser, com nossas facilidades e, principalmente dificuldades. É possível encontrar o equílíbrio sem o autoconhecimento???
Ásanas é apenas uma das oito partes do caminho do Yoga!
As posturas psicofísicas devem ser feitas com devoção e muita dedicação. Não é fácil! Dói, incomoda... Deixe o racional de lado, junto com o controle e a cobrança. Observe sim suas facilidades e tente aceitar as dificuldades, buscando melhorar a cada prática. A dor e o sofrimento fazem parte... Olhe para ele e encare o de frente! Busque a força interna que só você pode ter acesso.... E muita prática!

Namastê!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Prece

Bom quem me conhece sabe que adooooro mensagens!
Então... lá vai mais uma!
Beijocas.

"QUE A MINHA PRECE SEJA, NÃO PARA SER PROTEGIDO DOS PERIGOS, MAS PARA NÃO TER MEDO DE ENFRENTÁ-LOS.

QUE A MINHA PRECE SEJA, NÃO PARA ACALMAR A DOR, MAS PARA QUE O CORAÇÃO A CONQUISTE.

PERMITA QUE NA BATALHA DA VIDA NÃO PROCURE ALIADOS, MAS AS MINHAS PRÓPRIAS FORÇAS.

PERMITA QUE NÃO IMPLORE NO MEU MEDO ANSIOSO POR SER SALVO, MAS QUE AGUARDE A PACIÊNCIA PARA CONQUISTAR A MINHA LIBERDADE".

Rabindranath Tagore
(poeta indiano}

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Mensagem




" Grande parte das civilizações primitivas costumava enterrar seus mortos na posição fetal. "Ele está nascendo para uma outra vida, de modo que vamos colocá-lo na mesma posição que estava quando veio para este mundo", comentavam.

Para estas civilizações - em constante contato com o milagre da transformação -, a morte era apenas uma passo no longo caminho do universo.

Aos poucos, o mundo foi perdendo a suave visão da morte. Mas não importa o que pensamos, o que fazemos, ou em que acreditamos: vamos todos morrer um dia.

É melhor fazer como os velhos índios iaqui: usar a morte como conselheira. Perguntar sempre: "Já que vou morrer, o que devo fazer agora?"

domingo, 2 de maio de 2010

ViVa a ViDa





Final de semana tive a visita importante da minha mãe. Costumo chamá-la de mãe preferida, coró ou mamis... Forma estranha, ao mesmo tempo carinhosa!

Quando minha mãe vem pra sampa ela gosta de ir ao cinema e ao teatro; então resolvi levá- la para ver um dos filmes mais lindos que já vi: Hanami-cerejeiras em flor.
Eu já tinha assistido ano passado, em dezembro, mas achei que merecia ir de novo com ela.. Esse filme merece!

Lindo, lindo, lindo! Minha mãe achou triste; eu já achei bonito e, principalmente realista.

Eu chorei de novo... as lágrimas não paravam de sair. E quando acabou o filme muitos ficaram anestesiados na poltrona sem conseguir se mover... Fora a música!

Quem não viu por favor veja!!! Claro que no cinema é muito melhor, mas o filme está saindo de cartaz.
Li uma postagem do meu amigo Sidnei que tem tudo a ver com o filme. Posso colar??? Lá vai...


...'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.



Quando se vê, já são seis horas!



Quando se vê, já é sexta-feira...



Quando se vê, já terminou o ano...



Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.



Quando se vê, já passaram-se 50 anos!



Agora é tarde demais para ser reprovado.



Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.



Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.



Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'




Mário Quintana
Não precisa falar mais nada não é?
Beijo grande!


sexta-feira, 30 de abril de 2010

Tirando os sapatos

Ontem eu ia "tomar café" com uma aluna/amiga, mas ela teve um problema de saúde e precisou desmarcar. Ai pensei... o que vou fazer depois da minha aula?? Estava "disposta", a fim de fazer algo! Ahh cinema né? rs Fui até o Reserva tentar chegar à tempo do filme "Tudo pode dar certo", do Woody Allen, mas não consegui.. Daí fui para a livraria Cultura, no Conjunto Nacional.

Bom percebi uma muvuquinha no lugar, como repórteres, fãs.. estreia de um livro não sei de quem... só sei que era modelo, bonitona e tal. Segui em busca de algum livro; já tinha em mente algum da Thrity Umrigar (que gosto muito), mas acabei fuçando outras coisas... básico, na área de religião, auto-ajuda.

Vi alguns livros diferentes, de yoga, mas me interessei por um novo do Nilton Bonder, o mesmo autor da "A alma imoral". Vi a peça e partes do livro na própria livraria meses atrás.. Adoreiii! Até tenho um frase dele no meu orkut.

Dois livros na mão.. Bia decide a vida!!! Já está lendo outros dois!!! Ok.. só um! rs Escolhi pelo livro do Nilton, chamado "Tirando os sapatos".

O autor foi convidado a participar, com representantes de outros países e religiões, de uma pelegrinaçao no Oriente Médio, organizada pelo Departamento da Universidade de Harvard. O intuito dessa viagem foi percorrer o caminho de Abraão, com uma visão do judaísmo, cristianismo e islamismo.

Li algumas páginas e já estou encantada! Pelo jeito vai ser uma leitura rápida, com uma troca muito boa. Quero escrever algo do livro, que achei muito interessante:



"Quando, no deserto, Moisés viu a sarça ardente que não se consumia, ele se aproximou e ouviu:

"Tira os sapatos de teus pés, porque o lugar em que tu estás é terra santa".

Milênios depois, explicava o Rabino de Apta em sua obra Oeiv Israel:

O que é retirar o sapato? O sapato representa o que está amoldado a nosso pé, é a forma que acompanha nosso feitio, nossos calos.

Deus diz ao ser humano como disse à Moisés:

- Descalça teus sapatos, retira de ti o habitual que te envolve e reconhecerás que o lugar onde estás nesse momento é sagrado. Porque não há lugar ou momento que não seja sagrado".

O autor explica a relação ambígua entre o calçado e o caminhante, entre o fundamento e a essência ou entre a sola e o solo.
Tudo vem em forma de representação: o sapato, nesse caso, representa a proteção indispensável entre o ser e o seu meio. O calçado nos protege da sola, mas para que cada passo seja confortável ao pé e para que ele não se despegue é preciso que o corpo do sapato vá se ajustando à nossa forma.
O solo representa o pavimento da vida e ele não se ajusta à nossa pisada. Muitas vezes, é preciso tirar o sapato e tocar o chão com a planta do pé. Entramos em contato com uma superfície irregular e desconfortável que pode até nos ferir. Mas esta será uma experiência de libertação e expansão. SENTIR O CHÃO É REENCONTRAR A VIDA.
Precisamos de sapato para caminhar, mas é do solo que vem a base e o alicerce.
Essa é a ideia principal do livro. Achei muito interessante e recomendo essa leitura.
Sou daquelas que gosta de "mensagem". Tenho uma amigo que conversa comigo sobre teatro e filmes e, quando ele indica algo, sempre pergunto: "Tem alguma mensagem"? Ele, sendo muito racional, fica p da vida comigo... rs.

Bom final de semana!!!

Namaste _/\_

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Relação corpomente


Estou lendo um livro muito interessante, indicado por uma aluna que é professora de Psicologia da PUC. O nome do livro é CORPOMENTE.

A prática de Yoga tem como objetivo unir corpo e mente, buscar essa conexão que parece ser fácil, mas quem pratica sabe que não é.. Se a mente não estiver presente facilmente perdemos o equilíbrio na postura.
Quem nunca usou o termo: "Estava lá de corpo-presente..."??? Pois é, estar com o corpo e mente conectados é uma prática difícil, já que gastamos muita energia com o passado e/ou com o futuro.
Estou no início do livro; li uma parte que achei muito interessante e quero dividir com vocês. O escritor fala sobre como as emoções e experiências influem na formação e estrutura dos nossos músculos e tecidos.
Já perceberam alguma diferença entre sua perna direita e esquerda? Ou seu braço direito é igual ao esquerdo? Observem.. a diferença é nítida e, podem ter certeza que essas assimetrias falam muito de você. Faz parte do autoconhecimento, da conexão observar o seu corpo e, principalmente, estar com a mente conectada.
Segue abaixo um trecho do livro:

"Não sou suave, pois nem sempre minha vida foi suave. Não sou perfeitamente equilibrado, pois meus sentimentos nem sempre são equilibrados. Não sou simétrico, pois meus atos não são simétricos. Minha força muscular não está distribuída com igualdade no meu corpo, da mesma forma que meus interesses não estão proporcionalmente repartidos em minha vida. De certo modo, meu corpo é como o corpo da terra, a qual, com suas montanhas, vales, leitos de rios e topografia desigual conta a estória da sua história e criação com a mesma veracidade com a qual meu corpo expressa as tentativas e as mudanças criativas que experementei realizar ao longo de minha vida. Todo aspecto do meu corpo reflete um aspecto distinto do meu self, o qual, atingindo em carne, defronta com as paixões e com os desafios nos quais estou continuamente envolvido".


Não é interessante? Tem sentido! E como tem...

As pessoas nascem com um determinado corpo e podem ter certeza que todos nós temos limitações físicas. Faz parte do processo essas limitações, as dificuldades e os medos. Isso é que nos faz evoluir, aprender com cada prática e postura. Como diz o conhecido provérbio: "Nem tudo o que a gente pode a gente quer; e nem tudo o que a gente quer a gente pode". Isso acontece numa prática e na vida!

Não façam ásana apenas com o corpo físico, como ginástica. Observem os lados, as diferenças, as dificuldades; percebem sempre como o corpo e a mente reagem com cada postura.

Façam o seu melhor, tenha disciplina, mas sem cobranças.. "Eu tenho que fazer a postura". Não "tem que" nada!!! Se fizer ok, se não conseguir ok também... Desde que estejam conectados, no PRESENTE é o que importa!
Pratiquem Yoga 24 horas por dia, 7 vezes na semana, 365 dias do ano...


Boa semana!!!

Namastê _/\_