quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ah quanto tempo não escrevo aqui...

Agora volto e num momento especial, onde o Yoga se encontra muito mais presente. Presente mesmo, onde o "agora" é o que importa,  sem se queixar do que passou e agradecer por tudo que aprendi e vivi até então. O futuro se torna meio distante, sem saber o que vai acontecer, de fato, mais pra frente.

 Estou grávida! Hoje exatamente  de 8 semanas e 1 dia! A contagem começa desde a data da última menstruação. Os hormônios estão à tona, mudanças no meu corpo físico, metal, emocional... E como muda.. mas estou bem.

Sempre quis ser mãe e mentalizei uma gestação com hábitos saudáveis, como alimentação, prática de Yoga e outras atividades que auxiliam na gravidez. Bem, nem sempre as coisas acontecem do jeito que a gente quer. Agora estou num ritmo mas tranquilo de trabalho, com apetite e sono variado, onde o corpo fala mais alto, impedindo que eu faça muita coisa. Planos eu tive, mas estou vendo que, na prática, é bem diferente.

Parto é algo que sempre quis natural ou normal, mas agora espero chegar o momento para ver o que vai acontecer. Até porque está tão longe... e não depende só de mim. Seguirei recomendações  para ter normal, mas vou esperar chegar o mês de março de 2013 pra ver o que acontece.

E dá-lhe Yoga.. seja nas posturas, respiração, meditação... e principalmente, viver o momento presente.

Namastê /\










domingo, 25 de março de 2012

Paciência


Esse texto foi extraído de uma revista que ganhei de um amigo. Interessante, lembrei de muitos amigos para quem pensei em enviar.

"Esta é a história de um menino muito nervoso e que sempre perdia a paciência. Seu pai, vendo a constante falta de paciência do filho, deu-lhe um saco de pregos e disse-lhe que, a cada vez que perdesse a paciência, ele deveria colocar um prego atrás da porta.
No primeiro dia, o menino martelou trinta e sete pregos atrás da porta. Passaram-se semanas e à medida que ele aprendia a controlar seu gênio, pregava menos pregos atrás da porta.
Com o tempo descobriu, que era mais fácil controlar seu gênio, do que bater pregos atrás da porta.
Chegou o dia que pôde controlar-se durante todo o dia. Depois de contar ao seu pai, este lhe sugeriu que retirasse um prego a cada dia que conseguise controlar sua paciência.
Os dias foram passando e o jovem pôde, finalmente, anunciar ao pai, que não havia mais pregos atrás da porta. Seu pai pegou-o pela mão, levou-o até a porta e disse:
- Meu filho, percebo que você tem trabalhado duro, mas veja todos estes buracos na porta: nunca mais ela será a mesma. Cada vez que você perder a paciência, deixará cicatrizes, exatamente como estas que você está vendo aqui. Poderá insultar alguém e retirar o insulto. Mas, dependendo da maneira como fala, poderá ser devastador e a cicatriz ficará para sempre. Uma ofensa verbal pode ser tão daninha como uma ofensa física".


A paciência é a prova mais importante que podemos passar aqui na Terra.

Com ela, nosso sofrimento torna-se pequeno.

E, quando menos se espera, ele se vai.

Por pior que possa ser o seu momento, ele passa.

Com a paciência, ele voa...





Namastê /\

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Fazer ásana pra quê?

Numa aula de Yoga, basicamente, executamos ásanas ou posturas psicofísicas. Isso mesmo, psico + físico, a ordem é essa, mente primeiro e depois corpo. Mentalize o que vai fazer e depois coloque em prática. Ou acordamos e seguimos sem pensar no que vai fazer? Não saímos pela rua sem rumo, sem saber pra onde ir.. no ásana é exatamente a mesma coisa, mas a diferença está na consciência na execução; não entramos no automático (o objetivo é não deixar entrar nesse estado), como pode acontecer na funções do dia a dia: estar num lugar, executar uma ação e pensar em outra, ao mesmo tempo, onde o corpo está num lugar e mente em outro.
Os ásanas exigem do corpo e este serve como instrumento, caminho e meio para se autoobservar, autoconhecer, em busca do equílibrio, da visão ampla de como se encontra naquele momento, o seu estado interior para fazer tal postura indicada pelo instrutor (esse, muitas vezes, odiado pelos alunos.. rs).
Existem muita posturas e, cada vez mais, é importante criar um momento e situação nova, para estar conectado, em união. Fazer o praticante pensar, usar a inteligência pra entrar na situação, na postura. E a prática dos ásanas é uma ferramenta que auxilia nesse processo!
Numa das minhas conversas com um querido amigo e professor de Yoga, sobre uma matéria que saiu numa revista sobre lesões nas aulas de Yoga, falamos a respeito dos ásanas mirabolantes e de extrema dificuldade. Simmm, como professores, encaramos diversas posturas difíceis, às vezes conquistada, mas outras vezes não. E tudo bem! Mas será mesmo necessário??? Talvez sim, para criar essa "nova situação", mas por em risco seu corpo de se machucar não faz sentido. Até porque o yama ahimsa (não violência) vem antes de qualquer ásana.
O importante é ver o ásana com seu princiapal objetivo e, a partir disso, temos um leque de opções para obter os benefícios da postura. Por exemplo o urdhva dhanurásana (arco, ponte). Podemos sim fazer no chão, sem uso de prop, mas podemos também fazer na cadeira ou na kuruntha. O objetivo também será conquistado, com maior tempo de permanência para absorver os benefícios da postura, mas sem esforço exagerado, sem ir além dos seus limites. Passar pelo processo da postura principal sem qualquer auxílio é importente, mas com consciência e respeito. Se a mente estiver junto com o corpo.. é o que importa.
E vamos praticar!
Namastê
/\




quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Mudanças!



Eu me encontro agora em Vitória (ES), onde vim fazer companhia e passear com um amigo que veio morar aqui. Ele é engenheiro e passou num concurso público na cidade capixaba.
A gente se conhece há quase 20 anos e um conhece um pouco do outro; participamos das principais fases da vida como vestibular, perdas da família, viagens de férias, pescarias, churrascos e mais churrascos..
Fico feliz em estar num momento como esse; fico feliz em ver uma conquista dele, sem auxílio nem influência de ninguém. Fiquei mais feliz ainda em ouvi-lo dizer que se entregou para o universo e deixou as coisas fluirem, sem controlar, sem se apegar nem criar expectativas.
As pessoas, muitas vezes, sabem que algo/alguém não tem "futuro" e insiste... insiste mais, sofre... Pra quê? Que tanta ânsia em controlar tudo? Não seria melhor se entregar e deixar as coisas fluirem naturalmente? Sem cobrar de ninguém, sem exigir mais que o outro pode oferecer, sem acordar e exigir que faça chuva ou sol. As estações do ano mudam de três em três meses; melhor, o sol nasce e se põe todo dia. E o ser humano ainda que controlar sentimentos, o tempo, as pessoas... Que loucura!
Fiquei muito orgulhosa do meu amigo e sei que é difícil chegar nesse estado. Sei também que ele sempre quis morar na praia, não estudou pra esse concurso e veio tranquilo, sem expectativas da cidade, do novo emprego, das pessoas que deixou e vai encontrar.
Sorte e muita luz nessa nova fase.
E vamos entrar em conexão com nós mesmos, com nossa essência, com o Todo, com o Universo no qual fazemos parte...
/\

sábado, 2 de julho de 2011

Cicatrizes




Alguém nunca se machucou? Quebrou o braço, torceu o tornozelo, inflamou algum tendão?


Percebi que todos nós passamos por alguma lesão, seja ela inflamação, torção ou acidentes mais graves. O corpo pára, impede que façamos as atividades normais... fora a dor que sentimos! Isso falando a nível físico, mas o que esse ferimento nos causa na psique?






Olhar o ser humano como unidade não é nenhuma novidade; por isso precisamos olhar a lesão não como algo puramente físico, mas também emocional. Parece que ela vem "do nada", mas.. com o tempo percebemos que não foi bem assim. Temos que aproveitar para refletir e se observar como um todo.





Quando, em algum ásana, a parte do corpo lesionada é solicitada, antes mesmo de executar a postura a pessoa já diz: "AI" ou " ACHO QUE NÃO VOU CONSEGUIR", antes mesmo de tentar! E depois que o movimento é feito, percebe que não doeu...





O medo, a fraqueza e a insegurança que se cria é muito grande; é um processo perder o medo e ganhar confiança novamente. Lembrem, tudo isso não só falando do corpo físico, mas emocional.





A consciência em exigir novamente a parte machucada se torna maior e o praticante se vê numa situação de encarar de frente a fragilidade e ultrapassar a dificuldade, o obstáculo e a dor.





Importante é termos consciência que, assim como criamos, temos a possibilidade de descriar, desfazer. São processos diferentes, mas possíveis. A lesão vem "inconscientemente", mas a cura deve ser consciente, para que caminhamos pra frente, olhar como aprendizado e aprender com a situação.



Cair, errar, machucar é natural da vida.. E que isso não nos limite e impessa de viver intensamente cada momente, com cada pessoa.





Namastê /\





sexta-feira, 25 de março de 2011

Evento de Meditação e Autoconhecimento


Convido todos à participarem do evento organizado por mim, mas com a presença do Monge Shankar.
Primeiro de muitos..

Aguardo vocês!

Namastê _/\_

terça-feira, 15 de março de 2011

Estado Interno


Durante uma prática de Yoga, independente do estilo ou postura, o importante é o estado interno:
YOGA CITTA VRITTI NIRODHAH (Yoga é o fim das perturbações da mente)
A intenção é manter o corpo e a mente conectados com o presente, independente do que acontece "fora": qualquer som, voz, barulho, etc, não influencia no seu estado interior.
Se a prática é composta de surya namaskar, sirsasana, pachmotanasana ou savasana, a mente deve se manter focada, no que está fazendo, sem perturbações.
O importante é observar a respiração e controlá-la; claro que algumas posturas mais difíceis podem alterar o ritmo respiratório, mas não perca o foco, concentre e execute a posição.
Não faça as posturas para alimentar o ego (mente), mas para adquirir consciência.